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“Ela o amava. Ele a amava também. E ainda, que essa coisa, o amor, fosse complicada demais para compreender e detalhar nas maneiras tortuosas como acontece, naquele momento em que acontecia dentro do sonho, era simples.”
[ Caio Fernando Abreu ]
“Não sou pra todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestade. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias.”
[ Caio Fernando Abreu ]
“Por não se poder ter tudo, vai-se ao cinema. Aquela salinha escura onde, por algum tempo, todos os sonhos mais loucos são possíveis. De mentirinha, é claro. Mas que se há de fazer?”
[ Caio Fernando Abreu ]
“Eu estava a ponto de sentar numa daquelas calçadas tortas, […] enterrar a cabeça nas mãos e chorar pelo tempo perdido, pela falta de sentido, pela minha derrota...”
[ Caio Fernando Abreu ]
“...penso em voltar ou para a dança ou para a terapia. Acho que para a dança.
Preciso de um pouco mais de vitalidade. Tenho tido uma sensação de velhice, de
desânimo e, principalmente, de desamor. Mas [...] de qualquer forma, às cegas, às tontas, tenho feito o que acredito, do jeito talvez torto que sei fazer.”
[ Caio Fernando Abreu ]
“A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário... por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda.”
[ Caio Fernando Abreu ]
“No meu olhar, você encontra as palavras que não saem da minha boca.”
[ Diego Vieira ]