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Mostrando postagens com marcador Clarissa Corrêa. Mostrar todas as postagens
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“Procurei palavras bonitas para te esrever. Vasculhei dicionários, gavetas e gramáticas, mas não encontrei nada que pudesse dar uma definição exata do meu sentimento por você.


[ Clarissa Corrêa ]

“Não consigo me explicar facilmente. Quase sempre que sou indagada a meu respeito, recorro a uma citação ou pensamento de um autor corriqueiro em minha cabeceira.
As pessoas não costumam dizer que cada um tem de sua personalidade aquilo que merece? Pois, de mim, cada um tem/recebe/ouve o autor que merece. Ana Jácomo é a melhor tradução da minha visão de mundo, das minhas percepções, dos meus sentimentos. Caio Fernando Abreu sou eu por inteira: ora romântico, ora com raiva, às vezes, saudade, às vezes, só uma vontade imensa de conseguir esquecer e deixar pra lá. Tati Bernardi é meu lado revoltado, minhas TPM, minha sinceridade excessiva, meu humor áspero, minha vontade de mandar tudo e todos para BEM longe! Thalita Rebouças é meu humor adolescente, quase infantil. São os meus dramas, as encrencas nas quais me meti, os micos que paguei, os exageros que cometi. Nicholas Sparks, os amores que eu sonhei/sonho viver. Os impossíveis, que se concretizaram, os de infância que, anos depois, são reavivados, os finais felizes que sonho compartilhar. E Clarissa Corrêa... Ah! Clarissa é os meus amores reais: tortos, mal resolvidos, por vezes meio errados, mas intensos e extremamente verdadeiros. É tudo que eu sinto, acho, sei sobre o amor, mas não conseguia expressar.”


[ Lais Beatrice ]

“Tenho uma particularidade instigante: preciso da solidão. Gosto de pessoas, preciso delas, não sei viver sozinha. Mas sou mimada, preciso quando eu quero. Sou egoísta, gosto de ver televisão sozinha, sem ninguém falando junto. Sou chata, não gosto de dividir banheiro com ninguém. Sou espaçosa, bagunço as minhas coisas. Preciso da solidão pra ler, pra olhar para o teto, pra tirar ponta dupla do cabelo, pra fazer as unhas, pra pensar em tudo, pra fazer nada. Preciso da solidão pra ser eu mesma. Pra fazer alongamento, rir de mim, chorar comigo. Não entendo como tem gente que não abre a janela em dias nublados. Eu adoro janelas abertas, esteja um dia lindo de sol ou um carregamento de nuvens cinzas. Tenho que sentir o ar que vem lá de fora, seja ele qual for. Com seu gosto, cheiro, textura. Falo algumas coisas esquisitas como essa, por exemplo, ar com textura. Conheço cores que ninguém conhece, vejo alguns filmes que grande parte da população acha tosco. Não gosto de deixar as coisas pela metade, mas já deixei...”


[ Clarissa Corrêa ]
“Não tenho paciência pra quem se faz de legal. Não tenho saco pra quem se faz de bonzinho. Não tenho estômago pra gente duas caras. Não tenho a menor vontade de estar perto de gente efusiva, que ri aqui e espeta no boneco de vudu ali.”


[ Clarissa Corrêa ]
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O príncipe imperfeito


“Dizem que a beleza está nos olhos de quem vê. E eu acredito muito nisso. Algumas pessoas, de tão queridas e simpáticas, se tornam bonitas. Outras tantas, de tão arrogantes e convencidas, se tornam feias (por mais belas que sejam). É o caso do Jonas, o bonitão do Big Brother. Bonito, sim. Parece um príncipe encantado. Mas o que tem de bonito tem de bobalhão.

Convencido, Jonas guarda a arrogância no bolso. E se aproveita da ingenuidade loira de Renata, a princesinha da casa. Loira, de olhos azuis e um jeito meigo, ela parece ter conquistado toda a ala masculina do BBB. Mas Renata não é feita de sal nem pimenta, só de açúcar. A moça é feita de grandes torrões de açúcar em formato de coração. Guarda no peito uma paixão. E não é correspondida.

Já tive um lado Renata. Aquele lado que ficava cuidando de canto de olho o bonitão do pedaço. Aquele lado que ficava esperando algum carinho, um pedido de ei-vem-dormir-junto-comigo, um sorriso inesperado, algum gesto romântico no meio do nada. Aquele lado que depois de um não começava a chorar, borrava o rímel e sentia vontade de desistir de tudo. Aquele lado rejeitado, que sofria e contava muitas vezes a mesma história para diferentes amigos.

Todas as mulheres sonham com um príncipe. Mas esquecem que até eles são imperfeitos.”


[ Clarissa Corrêa ]


“A saudade é bonita só na poesia. Na vida real ela arde.”


[ Clarissa Corrêa ]

“Ando um pouco impaciente. Não sei se um dia cheguei a ter alguma paciência, acho que não. Mas ando impaciente com a vida e com as pessoas. As coisas demoram pra acontecer. E eu tenho tanta pressa. É tanta coisa pra fazer que não sei se dou conta. É tanta coisa pra fazer que algo me trava, me impede de ir. Contraditório, eu sei. O mais lógico seria ter muito o que fazer e de fato fazer. Mas eu faço. Mentalmente. E aí quando chega em cima da hora eu me viro em novecentas e consigo dar um jeito de super-herói em tudo.”

[ Clarissa Corrêa ]


~ Última semana de aula: provas, vestibular, aula da saudade, formatura, convites, festa, vestido, sapato, orçamentos, buffet... Correria!!! Não tem como ser paciente. Sorry!
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Amigos de Mentira

“Existem amigos e amigos. Nunca me conformei muito com isso, mas é verdade. Tem gente que diz que te adora, jura de pé junto que é sua amiga e na hora H sai de fininho. Tem gente que diz que se identifica demais com você, que é muito parecida com você e na hora que você precisa desabafar a pessoa só sabe falar dos seus próprios problemas e não te ouve.

Desculpa, você não é igual a mim. Eu ouço. Se você tem um problema me desdobro para ajudar (é, eu sou otária mesmo). E me ferro por esperar o mesmo. Sei que preciso entender que ninguém pensa poxa, fulana é tão gente fina comigo, vou ser sempre gente fina com ela. É por isso que hoje em dia não são todos que considero amigos.

Tem muita gente que só sabe pedir, sugar, levar embora o que você tem de bom. Tem gente que disputa desgraças com você. É aquela típica amiga que sempre tem um problema mais sério, uma dúvida mais cruel, algo mais grave. Tem gente que sempre quer ser melhor que você. É aquela amiga que tem a cortina mais bonita, a televisão maior, o sapato mais caro, blábláblá. Acho isso tão cansativo, tão chato, tão mesquinho, tão idiota.

Já tomei muito na cara. Não sou uma amiga perfeita, muito menos uma pessoa pra lá de especial. Erro mesmo, me afastei de alguns amigos depois que comecei a namorar, já fiz coisa errada, mas reconheço, peço desculpa, digo que pisei na bola. E todo mundo se afasta depois que começa a namorar. Tenho pouco tempo livre e o tempo que me resta uso para afazeres domésticos, escrever, organizar minhas coisas, ficar com minha cachorra que tanto amo. Não tenho tempo para fazer jantares todos os dias, para me reunir todos os sábados. Tenho uma vida nem sempre divertida de adulto, mas que eu gosto. E aprendi que para ser amigo não precisa ser colado com Bonder.

Tenho amigos ótimos e queridos que não falo todos os dias, mas que amo e sei que posso contar. Tenho 30 anos e minha melhor amiga é minha amiga desde os 6 anos de idade, tem coisa melhor? Fiz muitos amigos nos últimos anos, gente do bem que posso contar a qualquer hora. E também conheci muita gente que se diz amiga e que só sorri quando quer, só empresta o ouvido quando quer, finge preocupação e na hora em que você vai desabafar diz que não quer confusão para o lado dela. Isso é amizade? Não, não é. Mas hoje eu sei, ainda bem.”

[ Clarissa Corrêa ]

"E eu sou assim como você vê: sensível ao extremo, dramática até dizer chega, um pouco sem paciência com lerdeza, dona de um humor matinal quase azedo, com um caminhão de defeitos chatos e outros tantos incorrigíveis, mas com uma franqueza no tom da voz e no brilho do olhar.
Se você não gosta do meu natural, tudo bem, é direito seu. Não vou me maquiar na tentativa de você gostar de mim."

[ Clarissa Corrêa]