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Como é a carreira acadêmica de um Químico?



Como é a CARREIRA ACADÊMICA de um Químico? Como ser um CIENTISTA?
Da GRADUAÇÃO ao POSTDOC, passando por MASTER e PhD - o Fala Química explica tudinho!



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Estágios no Exterior

O governo federal está possibilitando a todos os interessados estágios no exterior. Mas AONDE IR? Que países são os melhores em Química?





Veja nesta matéria vários indicadores que formam o RANKING INTERNACIONAL da ciência: http://dx.doi.org/10.1002/chemv.201000022
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Por que 2011 é o ano Internacional da Químcia?




A escolha de 2011 para ser o Ano Internacional da Química tem um motivo: Marie Sklodowska Curie. O período marca os 100 anos de aniversário do Prêmio Nobel que foi entregue a essa cientista por suas descobertas.

A polonesa naturalizada francesa se destacou em uma época em que a mulher não tinha voz na sociedade. Com a ajuda do marido, o físico Pierre Curie, fez estudos pioneiros sobre a radioatividade e desenvolveu um método para medir esse fenômeno, descoberto pelo físico francês Henri Becquerel em 1896. Além disso, descobriu dois novos elementos químicos — o rádio e o polônio — e desenvolveu um método que tornou possível isolar o rádio. Aliás, foi ela quem inventou os termos radioativo e radioatividade. A descoberta é de Becquerel, mas ela só passou a ser compreendida graças às pesquisas de Marie Curie e seu marido.

Durante seus anos de estudos, a cientista precisou ser insistente quando o trabalho parecia não avançar. É que o esforço físico exigido naquela época para se fazer pesquisas era enorme. Em vez de utilizar os tubos de ensaio pequenos que nós conhecemos hoje, os cientistas precisavam manipular baldes e caldeirões com cerca de 20 kg de material, transportando os recipientes de um lado para o outro e fervendo os líquidos com enormes quantidades de substâncias que tinham odores bem desagradáveis.

Por tudo o que estudou, Marie Curie ganhou dois prêmios Nobel: um de Física, em 1903, e outro de Química, em 1911, sendo especialmente este último o lembrado no Ano Internacional da Química.

Marie Curie fez doutorado em Ciências. Durante a Primeira Guerra Mundial, dedicou-se a pesquisar as aplicações médicas do raio-X. Foi assediada por físicos e produtores de cosméticos e visitou o Brasil atraída pela fama das águas radioativas de Lindoia (SP), conhecidas pelo seu poder terapêutico. Fundou o Instituto do Rádio, em Paris, e em 1922 tornou-se membro da Academia de Medicina.

Depois de muitos problemas de saúde, devido à excessiva exposição à radiação em seu trabalho, Marie Sklodowska Curie acabou morrendo na França, em 1934.
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Ano Internacional da Química






Para que mais pessoas em todo o mundo compreendam melhor essa ciência e como ela é inseparável da vida, declarou-se 2011 como o Ano Ionternacional da Química. Com a comemoração, coordenada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac), a ideia é celebrar as grandes descobertas e os últimos avanços científicos da área, além dos diversos benefícios que a Química traz para a humanidade e como ela ajuda na criação de um mundo sustentável.

O slogan da ação mundial é “Chemistry for a better world” ou “Química para um mundo melhor”. Estão previstas iniciativas para todas as idades espalhadas por todo o globo, inclusive no Brasil. O Museu Exploratório de Ciências, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por exemplo, lançou a quinta edição do Grande Desafio, em que os participantes terão de quebrar a cabeça para resolver questões relacionadas à Química. Já o Museu da Vida, localizado na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, organizou um concurso em que os concorrentes terão que tirar fotografias e fazer vídeos caseiros que mostrem a Química no cotidiano. Há ainda trabalhos de pesquisa em escolas, palestras, oficinas, fóruns, simpósios, congressos... Até mostra de cinema acontecerá, como o 1.º Festival Internacional de Filmes sobre Energia Nuclear na América Latina, realizado no Rio de Janeiro.

Uma exposição fotográfica sobre o maior desastre nuclear ocorrido no Brasil — o acidente radiológico de Goiânia, conhecido como o acidente com o césio-137 — também está em cartaz.